sábado, 8 de outubro de 2011

Hoje eu quero sair a noite e enfrentar os mais radicais perigos que o mundo me espera lá fora. Tomar altas doses de álcool e esperar que essa merda desça a garganta rasgando como uma faca tecendo um pulso. Um pulso quente. Um pulso de alguém que não quer mais ver o sol pelas manhãs e a lua brilhando a noite. Andar por vias arriscadas e atravessar na frente de um carro em movimento e calcular milimetricamente para que este não me pegue e eu conheça a dor de ter vários ossos quebrados ao mesmo tempo. Quero mesmo a adrenalina. Sentir a quase morte. Não que eu tenha desistido de existir. Só de viver mesmo. Mas é temporário. Assim como a dor, vai passar. Sempre passa. Volta e passa... vem e passa.
Myke Bevilacqua

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