sábado, 8 de outubro de 2011

Hoje eu quero sair a noite e enfrentar os mais radicais perigos que o mundo me espera lá fora. Tomar altas doses de álcool e esperar que essa merda desça a garganta rasgando como uma faca tecendo um pulso. Um pulso quente. Um pulso de alguém que não quer mais ver o sol pelas manhãs e a lua brilhando a noite. Andar por vias arriscadas e atravessar na frente de um carro em movimento e calcular milimetricamente para que este não me pegue e eu conheça a dor de ter vários ossos quebrados ao mesmo tempo. Quero mesmo a adrenalina. Sentir a quase morte. Não que eu tenha desistido de existir. Só de viver mesmo. Mas é temporário. Assim como a dor, vai passar. Sempre passa. Volta e passa... vem e passa.
Myke Bevilacqua

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar.
Martha Medeiros

segunda-feira, 3 de outubro de 2011


Olá, meu nome é fulano, gosto do ciclano e não adianta nada essa porra de descrição já que a primeira coisa que você faz pra me julgar é olhar pra essa porcaria da minha foto.
Myke Bevilacqua

A gente gasta maiores noites de sono planejando os próximos 100 anos com o cara, gastando papel, tinta de caneta e a reserva de criativi...